Passei muito tempo acreditando num ideal que depois de certo tempo descobri não ter valor.
Era algo vago. Uma desesperada ilusão de que queira, urgentemente, fazer
com que me apegasse a algo que nunca foi e nem será concreto.
Hoje sei, me iludi
inúmeras vezes ao lado de uma pessoa que hoje, não passa de um amigo,
mesmo que apesar de tudo eu me force a enxerga-lo de outra forma.
Mais uma vez meus níveis de sobriedade se
sobressaem a mim, talvez por conta da idade, por conta do aniversário
que se aproxima, sei lá. Sei que a nada me apeguei a não ser pela minha
própria forma de viver. Forma esta que modelei de acordo com o meu
cotidiano e com o cotidiano de diversos outros com quem mais convivi.
Sei e descobri que a cada manifesto meu em traçar objetivos me sinto mais realizada, o que é natural.
Espero a cada dia alcançar mais e mais.
Me sinto feliz, embora ainda sinta
algum tipo de vazio inexplorado em mim. Sigo, ainda assim com minha
vida, esperando que um dia, sem que eu me prepare pra isso, alguém venha
a explorar isso que se torna cada vez mais um abismo infundado e
inundado de desilusões, criações e observações. Esse abismo que se cria a
cada ação infundada, ou cada desilusão incompleta.
Aguardo ansiosamente que um dia alguém seja
capaz de suprir a todas as minha necessidades, alguém infundado,
inconstante assim como eu e que assim como eu cresça. Que nós possamos
nos olhar lado a lado e que possamos crescer juntos.
Suelen Karina

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