segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Por conta do café

Hoje acordei calma e inquieta. A chuva finalmente caiu! O frio está de volta e isso me faz bem. Adoro o frio!

Hoje o café ficou doce, o fiz impensadamente mas posso o ter adoçado além da conta, na ânsia de querer adoçar também, assim  a vida, a minha vida.
Hoje penso e repenso sobre várias coisas. Em algumas delas mudei a visão quase que totalmente, em outras continuo pensando estar certa e mantenho minha posição.
Hoje o pensamento em você está mais lúcido embora mais frio. Juntamente com o frio pareço ter esfriado muitos de meus sentimentos.

Hoje, ainda sinto dor. Ainda tenho dúvidas e medos, ainda me retraio.
Hoje ainda preciso de certezas e convicções. Preciso de atitudes, algumas que devessem talvez até partir de mim mas não partem, talvez... nunca partam!
Hoje traço projetos novamente, alguns já antes vislumbrados, outros totalmente inéditos. Os planos são traçados visando sua presença e também pensando que a sua ausência é que seja presente.
Hoje estou pensativa demais pra me comunicar como quer que seja, e também com quem quer que seja.

Hoje tudo que eu quis foi ficar na minha cama, sozinha, sem ninguém. Mas não pude.
Suelen Karina

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Risco

Preciso de um remédio, de algo que me cure...
No mínimo algo que possa me manter longe de você.
Não necessariamente longe, mas que não me faça chegar tão perto. Que não deixe que eu me arrisque tanto por você.
Eu tenho uma leve queda por todo esse risco, mas ao mesmo tempo tenho medo.
Talvez tenha até mais "medo" que "queda", mas teimo em me arriscar mesmo assim.

O que na verdade queria, era algo pra trazê-lo pra mais perto. Tão perto que não houvesse como você fugir. Melhor, algo que fizesse você simplesmente querer ficar, estar por perto, bem junto a mim.
Algo que nos sufocasse e nos aliviasse simultaneamente, nos fizesse enxergar mais um ao outro do que a qualquer outros (as), perdidos aí a fora.
Queria apenas uma forma, algum jeito de ter você.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O que ficou de você

Depois de tomar o que chamam por aí de decisão, talvez eu tenha até vivido melhor. Mas a verdade é que para isso precisei antes me remoer bastante, precisei desabafar sobre tudo ao menos com um amigo, me chatear com outro.
Precisei tomar um porre (e tomei), e chorei. Precisei de um terceiro amigo que me recriminasse no meio desse porre pelo erro de sentir o que senti e sinto, porque eu mesma soube desde o início que era um erro. E, ainda assim senti.
Hoje, me sinto enfim mais aliviada, pode ser simplesmente por não te querer tanto, ou só por não te querer mesmo. Na verdade, não sei se quero, talvez descubra depois que até quero mais. Mas agora, ao menos por enquanto e por segurança me distancio, uma distância saudável. Distância de te perder aos pouquinhos.
Apesar do alívio, há ainda em mim alguma espécie de frustração por certas vezes notar que ficou muito mais de você em mim, do que eu poderia julgar.
Não lembranças, nada do seu cheiro, nada palpável, que se possa guardar.
Mas muitos dos seus traços e trejeitos tem me acompanhado, ao menos a mim isso é notável. O mais interessante, é que justamente o que me repugna em você me acompanha.
Sua sordidez, sua frieza. Principalmente esses dois pontos, tão fortes em você não me abandonam.
Estão presentes no meu jeito de falar, conversar, no meu jeito de agir.
Meus olhares agora me entregam menos que antes de você passar por mim.
Olhando tudo isso, eu só te agradeço. Sim, agradeço! Dessa forma, consigo perceber que a cada dia crio mais escudos contra sentimentos.





Suelen Karina